Por: Comunique-se (Nathália Carvalho)
Atualmente, quando comemora mais de quatro décadas de mercado, a revista usa a experiência com o leitor para oferecer juventude e se reinventar todos os dias.
Em seus primeiros passos, a Placar tinha o desejo de falar sobre futebol de maneira profunda e analítica, valores que se mantêm até os dias atuais. O que trouxe muitas mudanças no formato como o impresso trata suas notícias tem reflexo dos jornais, que passaram a levar análises para suas páginas diárias, além da internet e toda tecnologia que surgiram no caminho. “Deixamos de ser semanal e começamos a trabalhar como periodicidade mensal. Para quem consome futebol de forma imediata, a internet se mostrou um grande concorrente. Tivemos que aprender isso”, explica o diretor de reação, Sérgio Xavier Filho.
Internet, tecnologia e TV por assinatura chegaram de maneira agressiva e se tornaram concorrentes selvagens para quem trabalha com mídia impressa. Xavier Filho avalia que foi preciso manter alguns pontos fortes, como profundidade e matérias analíticas – e apostar em mudanças. “Na revista, precisamos explicar futebol por meio de entrevistas, dados, perfis e análises. O leitor quer uma explicação para o que ele vê na TV, por exemplo”.
Sobre a adaptação com o online, o diretor conta que tudo foi baseado na tentativa e no erro. “No começo, achávamos que tudo de hard news precisava estar no site e isso acabou desviando nosso foco. Perdemos tempo! A experiência fez com que levássemos nosso DNA para o online, que é análise, profundidade e confiabilidade de dados”. O jornalista acredita que embora diversas mudanças tenham afetado o mercado de comunicação, o papel segue com sua importância. “Tem coisas que são insubstituíveis”.
Depois de tantos anos trabalhando com a revista esportiva, Xavier Filho tem uma certeza: de que a publicação é muito maior do que qualquer plataforma. Neste sentido, Placar aposta na juventude, sem se preocupar com o meio em que o material será veiculado. “O leitor precisa do conteúdo e ele tem de estar disponível onde quer que o consumidor queira ver. A marca precisa estar viva”. Com relação ao aniversário, ele diz que se trata, também, de um momento de questionamentos. “Quando você comemora 45 anos, é motivo de festa e inquietação. A idade tem a parte negativa. Alguns tendem a achar que a revista é velha. Essa transformação de percepção para algo positivo é um desafio. Precisamos provar com nosso conteúdo que a experiência se traduz em qualidade”.
O mercado, de acordo com o diretor, está ruim, mas já foi pior. Ele acredita que o momento representa potencial para novas apostas serem feitas. “Isso é animador, por incrível que pareça”, diz. Assim, Placar caminha para os próximos aniversários com a certeza de que o cenário vai mudar e que a marca vai seguir acompanhando o leitor.
PUBLICAÇÃO ESPECIAL
Com o senador Romário (PSB-RJ) no destaque, o especial de 45 anos da Placar chega às bancas na próxima segunda-feira, 23. Para falar sobre a produção da edição comemorativa, o editor Marcos Sérgio Silva também conversa com a reportagem do Portal Comunique-se. O profissional fala sobre a escolha do ex-jogador e atual parlamentar para a capa, ações relacionadas ao aniversário e a produção que vai compilar a história da revista.
Segundo Silva, neste ano a redação resolveu em apostar em formatos diferentes. “No aniversário de 40 anos, engordamos a revista com um encarte destrinchando a história da publicação. Neste ano, vamos lançar uma edição separada com 100 páginas sobre o assunto. O material vai trazer entrevistas marcantes, perfis, casos e histórias curiosas”, explica.
A edição especial, que terá status de livro, reuniu jornalistas que já passaram pela Placar para montar o time dos sonhos. No total, 33 profissionais foram escalados para colocar Taffarel, Carlos Alberto Torres, Sócrates, Zico, Ronaldo, Neymar e outros em um único pacote. “Trata-se de uma publicação bem divertida e leve, com histórias que a gente não ouve por aí e acabam mofando”, diz o editor. A capa para este conteúdo será uma releitura da primeira edição veiculada da Placar.
Além do especial, a publicação do mês de março apresenta pautas como “A rota do tráfico boleiro da África para o Brasil”, “Macumba, Doping, Porrada: Os times mais sujos da história” e “O homem que botou 110 milhões de dólares e levou Kaká para os EUA”. Sobre a entrevista com Romário, Silva promete que o leitor encontrará um ex-jogador bem à vontade e sincero, que vai falar de futebol e política. Para a conversa, a equipe da Placar viajou até Brasília, onde foi recebida no gabinete do senador socialista.
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