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| Colunista critica falta de estudo de profissionais da mídia antes das transmissões |
Esse preâmbulo não é para me gabar. Muito pelo contrário. É para demonstrar que faço isso por gostar, por achar interessante saber o todo para entender o que acontece e se passa naqueles 90 minutos. E faço isso gratuitamente. Apenas por interesse pessoal. Conheço uma quantidade considerável de pessoas, amigos e apenas conhecidos, que são da mesma maneira.
De repente, você que está lendo essas minhas linhas, também seja assim. Também seja tão fanático que o faz por puro prazer. Se você é assim ou ao menos me compreende, não te incomoda a transmissão da Champions na nossa tevê aberta?
Nestas últimas duas semanas, a Rede Globo e a Band exibiram os jogos entre Paris Saint-German e Barcelona (a Globo sempre optará pelo confronto com o maior número de brasileiros presentes) e não há como não se irritar.
Tenho a sensação de que esse pessoal não assiste um único campeonato que seja ou não faz a menor pesquisa possível antes do jogo. Você pode ver a foto acima do caderno que o Paulo Soares, o “Amigão” sempre coloca em suas redes sociais, antes dos jogos que narra. Há uma gama de informações sobre os envolvidos no confronto e isso numa folha de caderno!!
O que não vimos nesses canais. Galvão Bueno erra coisas fáceis, como times onde o jogador esteve, números do confronto e até mesmo opções de posicionamento dos jogadores do elenco. Foi corrigido por Juninho Pernambucano diversas vezes. A única coisa que Galvão sabe de cabeça e falar sobre o Neymar. Neto, comentarista da Band, não é diferente. É ainda pior. Só chama de “baita jogador” e pede chance na Seleção Brasileira a jogadores que não merecem chance nem na pelada do bairro. Não analisa tática ou qualquer mudança que aconteça nos times ou no seu posicionamento durante o jogo. Um horror.
E olha que nem estou falando de algum time obscuro do interior da Rússia. Estamos falando de times protagonistas, que são muito comentados e falados a exaustão. Times que figuram sempre entre os maiores destes confrontos e dos quais, qualquer menino que jogue videogame, sabe bastante.
Esse jeito insolente e pouco preocupado com a qualidade deve servir de alerta, desde já, ao que o Esporte Interativo irá nos oferecer. Seu jeito de transmissão é diferente, mais informal, porém esperamos que a qualidade dos confrontos, que já temos com a ESPN, sejam mantidos. O canal tem tudo para ir bem e basta não menosprezar o telespectador, pois ele normalmente sabe o que está vendo.
Abraços e poste seus comentários aí embaixo.
Alipio Jr. - colunista do Esporteemidia.com
@alipiojr


