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Melhora nas Entrevistas, por Alipio Jr. #41

Colunista fala de possíveis mudanças nas entrevistas pós-jogos no Brasileirão
Na última semana foi noticiado aqui no "Esporte e Mídia" que as entrevistas pós-jogo, no Campeonato Brasileiro, devem passar por algumas mudanças. O intuito é tornar aquilo menos selvagem e menor várzea, mais parecido com o padrão europeu.

É uma mudança que pode ser interessante. Isso impedirá situações interessantes, mas que também podem ser estressantes. Ilustrarei com dois exemplos:

1) Jogo da Libertadores. Internacional sofre no 1o tempo, sendo extremamente dominado pelo adversário. Na saída de campo, o repórter procura Rafael Sóbis e sapeca: "Sóbis, por que o Inter foi tão dominado e não conseguiu jogar?". Sem deixar cair, o atacante colorado pega de primeira: "Vocês da imprensa sempre sabem tudo, porque você não me diz o que fazer? Não têm a solução sempre?"

2) Na última quarta-feira, no jogo dos reservas do Botafogo contra o Capivariano, pela Copa do Brasil, a repórter foi entrevistar o atacante Sassá, autor do gol naquela metade do jogo. Extenuado, ele não sabia se respirava ou respondia. E entre isso tudo, disse pouco, quase nada.

Esses dois casos demonstram que a entrevista do intervalo ou do final do jogo, já melhorou muito, se considerarmos que ninguém mais invade o campo ou sai correndo atrás de jogador, mas ainda é ruim. O jogador não está confortável, a equipe da Emissora precisa correr com o backdrop para posicioná-lo atrás e agradar os patrocinadores. Tudo amador demais.

Colocar o jogador num corredor, agradaria os patrocinadores e a sua exposição, daria a Rede Globo, que investe milhões, a chance de entrevistar quem bem entender e as demais emissoras, a chance de falar com outros jogadores, sem que estes pareçam peças de carne num rodízio.

Pode se perder o calor do momento e a reação imprevisível em alguns casos, mas não se pode ganhar todas. Basta apenas um pouquinho de boa vontade.
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PS.: Quero meter meu bedelho no novo horário de exibição, às 11h, do qual alguns reclamaram. Serei do contra e direi que gostei. Prefiro muito mais levar minha família a um jogo às 11h de um domingo de sol, do que a um jogo no sábado às 21h.  Ainda mais considerando a dificuldade com a condução, a violência urbana e o trânsito caótico, tão comuns no meu estádio. Essa é uma mudança que pode ser benéfica. Tente analisá-la fora da mesmice de sempre.

Abraços e deixe seu comentário se concorda, discorda e o motivo, claro.

Alipio Jr. - colunista do Esporteemidia.com
@alipiojr








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