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| O futebol virou programação regular na Globo (Foto: Reprodução) |
"Quando fui presidente do Botafogo, a cota de TV era mínima", diz Montenegro. "O boom da TV começou em 2000. Infelizmente, não vivi isso. Eu me lembro que a receita dos jogos e a publicidade da camisa é que faziam a manutenção do clube."
Boni diz que seu conceito sobre futebol, para a programação, era só transmitir finais e grandes jogos, para não depender da produção de terceiros, priorizando o conteúdo próprio, como novelas e jornalismo. Daí comprar os direitos junto com a Bandeirantes, que transmitia a maioria dos jogos.
"O futebol virou um grande negócio a partir da minha saída da TV Globo", diz. "Resolveram fazer mudanças na programação e uma delas foi a introdução do futebol como atração regular. Virou programação contínua de quartas, sábados e domingos."
A Globo "passou a montar o futebol de acordo com o interesse dela, no horário dela, tornando o futebol uma atração de TV."
A mudança deu certo, de início. "Por meio do Ibope, vi a importância disso, vi por que a TV Globo pagava bem aos clubes", diz Montenegro, acrescentando porém: "Hoje está em curva de baixa muito grande, por causa da saturação. Todo dia tem jogo".
Montenegro lista distorções na relação entre futebol e TV hoje, como a transmissão ser ainda por TV aberta (não paga, como na Europa) e horários inviáveis, como 22h00, para acomodar a programação. Referindo-se às investigações do FBI, que abrangem intermediários de direitos de transmissão como a Traffic, afirma que é preciso "aproveitar o que está acontecendo, dar um corte no baralho e refazer o futebol. A gente não vai ter outra chance igual a essa".
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