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| Colunista comenta canais esportivos que não existem mais no Brasil, como o Speed Channel (Foto: Divulgação) |
Dos três canais foco da coluna, este foi o último a deixar o line-up brasileiro. Ele foi percussor do FoxSports. Como bem lembram, o foco do canal eram transmissões de provas automobilísticas. Para cá, transmissões em português e programas especializados com legendas, quando não-português, desembarcando em 2005. Foi exibidor da NASCAR e suas divisões, como também algumas categorias nacionais, europeias e latinas, além da V8 australiana. O canal foi lançado nos Estados Unidos em 1996 e cinco anos mais tarde foi adquirido pela News Corporation, dona do grupo FOX Television. Esta marca, a FOX, foi fundamental na curta história do canal, pois foi ela a responsável pela inclusão do NASCAR em seu cardápio. O canal foi extinto aqui no Brasil em abril de 2012, iniciando uma reestruturação em nível mundial culminando por último na Austrália em novembro passado. Em todos os países ele deu janela ao FoxSports.
O NSC, ou National Sports Channel foi um canal ligado com grupo TecSat. Ficou no ar de 2003 até o final do ano de 2008. Apesar no nome americanizado, o foco do canal era o esporte nacional. Além de estar ligado a uma operadora ele disponibilizava o sinal via internet. Mostrou vários estaduais, o Brasileiro da Série C além de categorias do automobilismo. A crise sobre a operadora que o carregava levou a sua extinção. Esteve presente também em operadoras pequenas no cabo.
Dos três, o que causou maior rebuliço, com certeza fora o PSN, Panamerican Sports Network. Canal controlado pelo grupo HMTF. Trouxe para a tela competições de peso, como a Libertadores, Italiano, Português, Copa da UEFA, Copa Mercosul, NBA, WNBA, F-1, Tênis entre outras. Na SKY, que detinha a exclusividade entre as DTH, e na NET, o canal fora comercializado a la carte. Alguns historiadores da televisão, afirmam que esta decisão contribuiu para o não-sucesso do canal. Num curto espaço de tempo, o canal passou de promissor a endividado. As dívidas levaram a perca das competições e ao fechamento deixando inúmeros funcionários a ver navios e diretores investigados.
Noutra coluna trouxe os boatos do BeIN Sports e ainda aguardamos a inclusão do EI Max. Canais de esportes vem e vão. Faz parte do mercado que estamos. Gosto da ideia de inclusão e não de exclusão de canais, mas isto faz parte. Ao observar os três que selecionei, um deles foi reestruturado nível mundial, um vitimado pela ligação com operadora e outra por inúmeras situações. Mas há espaço para todos os esportes na telinha. O que vocês pensam a respeito? Para findar a coluna anuncio que na próxima coluna, vou seguir a dica do colega de Esporte e Mídia, Alípio, e comentar a convocação de Dunga, há pano pra manga.
ESPAÇO DO LEITOR
Esse lobby pelo EIMax é porque no estado de São Paulo a Oi TV não opera, ou seja, o maior estado da federação sem o canal da Champions. (MITEIRO). De fato ao comentar o tema eu simplesmente ignorei esta realidade. Quero num futuro, seguir o mesmo que Ribamar Xavier e analisar a audiência da Bandeirantes em São Paulo. Penso ser ela a grande beneficiada, até o momento, aguardemos os números para ver se este argumento tem validade.
Pessoal, no meu caso, sempre acompanhei e acompanho o que for pela TV aberta. Pra mim foi o tempo que a TV paga era um diferencial, hoje, no que se refere a esportes, são baseados em reprises e debates repetitivos que se tornam cada vez mais chatos. Quando tem eventos ao vivo (jogos não só de futebol), geralmente tem algo também na TV aberta. E isso, sem querer ser um defensor do EI, graças também a esse canal. (DIEGO LOPES) Entendo o nobre leitor, porém, muitos eventos estão restritos a TV paga, vide por exemplo, a final da Libertadores, mesmo com canal aberto com direito de transmissão e os muitos torneios europeus nacionais de futebol.
Outro detalhe, a respeito de toda essa pendenga da entrada do EI na TV paga, vale lembrar mais uma vez, que o canal está oferecendo um pacote com 50% de desconto (R$4,45 ou R$7,45) para ter acesso a plataforma EI Plus, que tem a transmissão de todos os eventos do canal, incluídos Liga dos Campeões, Liga Europa, Supercopa da Europa, Copa Verde, Copa do Nordeste, Série C, Série D, campeonatos nordestinos, fora outros eventos não ligados ao futebol. Num valor bem acessível. (DIEGO LOPES) E acesso livre aos assinantes da OiTV, sem fazer propaganda, apenas para incluir.
Se você chama de esportes apenas o futebol brasileiro, está correto, sobre isto é só blá-blá-blá mesmo na TV paga. Do contrário, você afirmou uma grande bobagem ao dizer que ela não é um diferencial. Vamos aqui citar alguns eventos da TV fechada, sem os quais os verdadeiros fãs de esportes não viveriam sem: NFL, Barclays Premier League, PGA Tour, NBA, NCAA Football e Basket, Rugby Internacional, World Series of Baseball, Mundiais de natação e atletismo, Finais dos Grand Slams de tênis, partidas que não são de Curintia ou Flamídia, etc. (MITEIRO) Concordo com o nobre leitor.
Esse EI plus tem HD? Assinei a um tempo atrás, mas quando vi que era SD, logo cancelei. (VITOR) A qualidade da transmissão do EI Plus depende, em muito, da qualidade da conexão.
O que assinei é HD. (DIEGO LOPES).
Uma coisa: se eu estou vendo o programa no caso estou assistindo o E+I pra que vou ligar pra minha operadora pra ter o canal? Se eu estou vendo o programa é porque tenho o canal ora! A divulgação maior tem que ser nas redes sociais junto aos assinantes da NET, SKY, Claro e outras que não tem o canal mas no ao vivo do canal não precisa já que se a pessoa está conseguindo assistir o E+I, é porque já tem o canal! (@nandoclemente). Esta poderia ser, também, uma estratégia junto aos outros canais do grupo Turner disponíveis nas operadores diversas. Mas confesso, que a novela, “peça este canal esportivo”, desde a chegada da FoxSports é cansativa.
Albio Melchioretto - colunista do Esporteemidia.com
albio.melchioretto@gmail.com
@amelchioretto


