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| Colunista comenta a última coletiva de imprensa do técnico Dunga (Foto: André Durão/Globoesporte.com) |
Assessor de imprensa da CBF: “Não façam duas perguntas em uma, um dia a gente tem esperança que vocês não faça isto”.
Foi a primeira orientação a imprensa. Aliás é uma orientação comum, pelo menos a primeira parte da frase, a segunda parte é desnecessária. O tempo é reduzido, as chances são poucas, a imprensa aproveita o tempo que tem. Cresci acompanhando repórter na beira do gramado fazendo mil perguntas. O esquema de coletivas engessou o futebol tirando a espontaneidade das respostas. Tudo muito plástico e sem sentido de fato, apenas um falatório que dá sono. Pouca coisa é acrescentada. E Dunga, junto com a CBF, tem um resquício como se a imprensa fosse monstruosa. O limite é ruim por si só, limitar a imprensa é impedir a geração de autonomia.
Cícero Mello, da ESPN, pergunta sobre a convocação de Neymar como obrigatória mediante contrato.
Uma pergunta inteligente, uma das poucas. Perguntar sobre o trivial pouco acrescenta. Cícero foi direto ao ponto. A respostas, de Del Nero foram evasivas. Falou da liberdade de escolher de Dunga, mas não negara a provocação de Cícero Mello. Tomo o exemplo de Melo. Vou bater na tecla que os repórteres são responsáveis, em parte, por tanto mimimi.
Del Nero: o tema é convocação, noutro momento podemos falar de outros assuntos.
Isto é liberdade de imprensa? Quando há outro momento sr. presidente da CBF? A imprensa já foi corrida da beira do campo, agora também não pode perguntar? Na sequência, para quebrar o clima a assessoria da imprensa traz uma pergunta mamão com açúcar para cortar o momento. Isso beira o ridículo. Se for pra responder os internautas, põe o Dunga num chat. Um profissional de perguntas é cerceado em detrimento da auto propaganda. É o modelo de gestão da CBF, um modelo pautado pela ausência de qualidade.
Se for pra fazer este tipo de entrevista circense, poder-se-ia eliminar a coletiva e enviar um release à imprensa com a lista dos convocados. Pelo menos assim teríamos o benefício da dúvida. Mas ao ver três paspalhos na tela, ainda nutrimos esperanças, mas na primeira palavra pronunciada, a esperança de um futebol melhor deixa de existir.
ESPAÇO DO LEITOR
Esqueceu de comentar sobre a antiga ESPN Brasil, porque atualmente não faz lembrar em nada seu passado recente, acabaram com o melhor canal esportivo no Brasil (FLÁVIO). Se a coluna tivesse saindo neste final de semana provavelmente acrescentaria o EI Nordeste à lista. É evidente a mudança editorial da ESPN Brasil, mas não vejo com tanto pessimismo como o leitor. Prefiro à moda mais crítica de jornalista de outrora.
Tenho OiTV e não me arrependo de ter adquirido, ótimo preço custo/benefício, tem todos os canais esportivos que contém em outras operadoras, e ainda por cima tem o EI, e o EI Nordeste todos em HD, aliás dos canais de esportes do meu pacote apenas o Sportv3 não é em HD, e espero que o mais rápido possível o EIMAX entre na grade, pois quero acompanhar a Champions League (MICHEL PABLO). Exato (DIEGO LOPES). Por ora, está no ar, o EI Maxx na OiTV, mas frustrei-me com a substituição do extinto EI Nordeste pelo EI Maxx. Gostaria do EI Maxx2 também em minha operadora, como The Golf Channel (rs). E se vierem trocentos canais de esportes aqui no Brasil (beIN Sports; GolTV; TyC; CDF) seria muito legal #momento_ilusão. Racionalmente falando, acho muito difícil a inclusão do EI Maxx2, a proposta do canal resume-se a poucos jogos ao vivo ao longo da semana. Enquanto houver um cardápio frágil de competição única, não creio na entrada em outras operadoras. E a mudança de postura editorial do canal é muito clara. Mas é preciso mais. Como diria o poeta, esta briga para entrar nas operadoras, é uma briga de cachorro grande.


