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| Colunista comenta possível racismo nas criticas da imprensa ao técnico Cristovão (Foto: Divulgação) |
Como não deveria deixar de ser, a internet reagiu rapidamente. Parte defendeu, dizendo que tal prática era um absurdo e que se o treinador chegou a reclamar, foi porque estava insustentável. A outra metade chamou de vitimismo e disse que o treinador tentava criar uma desculpa para tirar o foco da sua dificuldade à frente do time rubro-negro, justificando o resultado mediano até aqui.
Somos uma sociedade de preconceituosos. Há preconceito religioso, preconceito sexual e, claro, o preconceito racial. Não há “racismo no futebol”, há “racismo” e ponto. Uma sociedade que ainda não aprendeu a lidar com isso, sempre passará por isto.
É um assunto delicado e sei que posso estar mexendo num vespeiro, mas estou no Rio de Janeiro e leio muito da imprensa local e vou confessar que não consegui perceber esse tipo de preconceito nas críticas a ele, quando analisam o time. Porém não é o meu calo que está apertando e sendo assim, não sou capaz de vaticinar se há racismo velado ou não.
Entretanto falta a imprensa olhar um pouco para o próprio umbigo. A começar pela própria ESPN que abriu seu programa para a entrevista do técnico. Quantos negros são vistos em seus programas de debate? Excetuando o colombiano Rincón, por um curto período de tempo, qual foi o outro? Seus programas contam com dezenas de jogadores convidados, de épocas diferentes e nacionalidades diferentes, quantos são negros?
Se analisarmos os demais canais, pensando na equipe sem precisar recorrer ao Google, de quantos negros lembraremos no SPORTV, FOX Sports e companhia? A discussão é válida e precisa existir, mas está longe de ser legítima e será muito mais interessante quando os canais justificarem ou explicarem essa lacuna dentro de casa.
Abraços e até a próxima.
Alipio Jr. - colunista do Esporteemidia.com
@alipiojr


