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Coluna do Albio Melchioretto #63: TV Brasil e Globo, linhas distintas

Colunista comenta o vai e vem de informações contraditórias da TV Brasil na última semana (Foto: Divulgação)
Na coluna desta semana quero tratar de dois temas, por primeiro, comentar as transmissões da TV Brasil e por segundo, tecer algumas considerações sobre a linha editorial da Rede Globo, na persona de Galvão Bueno, ao comentar a seleção brasileira. Dois temas díspares, mas merecem atenção diante dos fatos da semana que passou.

Rever o futebol na tela da TV Brasil é nostálgico. Os leitores de mais idade, devem lembrar das transmissões da antiga TVE-Rio, que hoje deu lugar à TV Brasil. O canal, com o passar dos anos, manteve uma linha de seriedade nas transmissões. Tanto lá na histórica como cá, no presente, os comentaristas não estão preocupados em agradar ao público, e acolchoam comentários precisos, análises táticas ponderadas, além de trazer elementos históricos e políticos do futebol. Para os espectadores que preferem uma narração com comentários tradicionais é uma boa pedida. Defendo a ideia da descentralização do futebol na televisão aberta. A aquisição de várias competições da TV Brasil traz um produto que é culturalmente nacional, atendendo uma das missões da televisão pública brasileira. A TV Brasil conta com rede nacional, repórteres espalhados pelo país trazendo a informação sob diversos ângulos. A crítica que faço dar-se-á por dois motivos. O primeiro deles é a lambança com a troca de horários, troca de jogos, anúncio de A para mostrar B. isto afasta o aficionado pelo futebol. A segunda crítica, não sei a quem cabe, mas é a péssima imagem do canal em algumas operadoras pagas. Quase impossível de ver um jogo com tranquilidade, opto pela imagem digital via satélite (DVB-s Star One C2, frequência 3657, Vertical, SR 7500) que apresenta maior qualidade. Não sei a quem compete estes ajustes técnicos, mas a TV Brasil deveria ocupar-se na qualidade do sinal distribuído, vide a obrigatoriedade da distribuição do canal. Mas é uma opção interessante para as divisões inferiores e competições FIFA.

Não gostei da mudança de editorial que o Jornal Nacional sofreu a partir de abril deste ano. Deixei de acompanhar o noticiário por conta desta opção. Como também não gosto do babilônico Bem, Amigos! do Sportv. Durante a semana, ambos programas tripudiaram o péssimo início de eliminatórias da seleção da Argentina. Gostei demais da intervenção de Marco Antônio Rodrigues a Galvão, afirmando que a seleção argentina merece respeito. Parece que Galvão Bueno e William Bonner tentam minimizar o fracasso tático da seleção brasileira a partir da ausência de resultados da Argentina. Esta postura não cabe. Além de tudo, houve um menosprezo pelo Equador por parte de Bonner. Uma Argentina fraca e um Brasil vexatório é ruim para todos. Quem perde é a qualidade da América do Sul, baixando o nível de nossas eliminatórios. É preciso nivelar por cima, e não por baixo. Também cabe ressaltar o papel da ‘toda poderosa’, ela poderia contribuir para uma reflexão acerca do nosso futebol trazendo melhorias estruturais. Pergunto, o que o Grupo Globo contribuiu efetivamente para o desenvolvimento do futebol brasileiro após o 7x1? Levantar-se no desmérito do adversário, não é nenhum mérito.

Albio Melchioretto - colunista do Esporteemidia.com
albio.melchioretto@gmail.com
@amelchioretto








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