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Coluna do Alipio Jr. #62: Limites no humor

Colunista comenta o caso 'Fluminense/Peninha' (Foto: Reprodução/SporTV)
Parecerá ignorância da minha parte, mas demorei a conhecer Eduardo Bueno e mais ainda o Peninha (foto). Na verdade, foram as redes sociais que nos “apresentaram” e suas famigeradas participações nos programas do SPORTV, pré-Extraordinários, onde vi seu jeito histriônico pela primeira vez.

Particularmente não acho graça no personagem. Sim, personagem, pois seus colegas, amigos e familiares já falaram diversas vezes que o jornalista – que se faz de historiador – Eduardo Bueno é uma pessoa totalmente diferente dessa que se apresenta na frente das câmeras, quando ofende nordestinos, clubes de futebol, políticos e tudo o que vê pela frente. Acho pouco provável, mas vá lá, manteremos essa ideia.

Fiz questão de ver o vídeo em que ele ataca o Fluminense no programa dominical e estava assistindo o Redação SPORTV quando ele reiterou todas as ofensas por telefone, medida essa que motivou a ação por parte do Clube contra o jornalista. Também vi o tweet em que o clube o ironizou, quando eliminou o Grêmio pela Copa do Brasil.

Ação judicial movida pelo Fluminense contra o Peninha (Foto: Reprodução)
A pergunta que todos fazem quando algo assim acontece é, qual é o limite do humor? E como considerar se foi ou não humor?

No Rio de Janeiro, por exemplo, há nas rádios alguns programas humorísticos como o Rock Bola (Jovem Pan) e o Pop Bola (Rádio Globo), que tem jornalistas assumindo a defesa dos seus times. O que mais fazem é piada e pegam pesado com o clube adversário e frequentemente o que Peninha disse é dito e repetido. Qualquer passeio pelos demais sites de humor e os ataques serão similares. Não só ao Fluminense como a todos os clubes.

Por que não processá-los então?

Entenda, caro leitor, não quero discordar do direito do Fluminense de se sentir ofendido e usar as vias judiciais para reparar esse tipo de ofensa; mas a pergunta é: Valerá a pena? E se vale, por que apenas este e não todos os demais que fazem troça com o imbróglio ocorrido no “Lusagate” ou viradas de mesa?

Constantemente reclama-se da seriedade existente hoje no futebol. Pedem a volta das provocações feitas por jogadores nas décadas passadas (coisa que Renato Gaúcho fazia quando era, veja você, do mesmo Fluminense), mas a verdade é que muito mudou em nossa sociedade e a linha tênue entre o humor e a ofensa é cada vez mais fina. E pelo visto, lá nas Laranjeiras, ninguém está para brincadeira.

Abraços e até a próxima.

Alipio Jr. - colunista do Esporteemidia.com
@alipiojr















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