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| Colunista comenta o relacionamento da Globo com os clubes (Foto: Divulgação) |
Há alguns anos os clubes são reféns na renovação de patrocínio por causa do uso ostensivo da antecipação de verbas para conseguirem manter seus fluxos de caixa, pagamento de salários e possíveis contratações. Alguns clubes conseguiram antecipar a receita de dois ou três anos e outros tiveram a pachorra de colocar a Rede Globo como parte em seus processos eleitorais, usando-a como fiadora de seus problemas.
Por conta disso a emissora resolveu fechar a torneira. Foi categórica em afirmar que não anteciparia mais receitas e que não aceitaria mais ser usada em ações trabalhistas e responsabilizada por algo que é culpa exclusiva dos clubes. O que é justo. Ou era.
Com a aprovação de novas normas e a possibilidade da perda de pontos por atraso no salário dos jogadores, os clubes precisaram rever suas políticas de pagar salários astronômicos e gastar apenas o que recebem anualmente. Uma regra que seria justa para todos. Exceto os que contam com a mão amiga.
A prova de como essa relação é estranha foi demonstrada pela ESPN há poucos meses, quando começaram as discussões sobre a possibilidade da Primeira Liga “vingar” e tornar-se o novo campeonato nacional. Para arrefecer os ânimos, a Rede Globo ofereceu 20 milhões para cada clube à guisa de adiantamento, objetivando amarrá-los num novo e longo contrato, inclusive diluindo o pagamento ao longo dos 5 anos de contrato. Não conseguiu.
Qual não foi a surpresa nesta semana quando o UOL noticiou que a Rede Globo adiantou a módica quantia de R$ 30 milhões de reais ao Corinthians, dinheiro que será utilizado no pagamento de salários atrasados, em troca da renovação do contrato até 2020, somado ao adiantamento feito pela assinatura do campeonato paulista e ao patrocínio estratosférico que já é pago, essa mão amiga causa uma discrepância na balança.
Sendo assim, esse tratamento demonstra que a patrocinadora não só tem seus preferidos, como a maneira de lidar com estes tem sido um verdadeiro problema ao futebol nacional, criando um campeonato que já começa com um favorito indireto por causa do poderio econômico fomentado além do limite por ela.
Abraços e até a próxima.
Alipio Jr. - colunista do Esporteemidia.com
@alipiojr


