![]() |
| Sede da CBF ficou lotada de manifestantes nesta terça-feira (Foto: Reprodução/Twitter) |
Momentos antes do início do protesto, um manifesto “por uma nova CBF” foi lançado pelo grupo. O documento chama o estatuto da entidade de “viciado”, o que tornaria o processo de sucessão ilegítimo. O texto pede ainda a renúncia imediata do presidente afastado Marco Polo Del Nero, seguida de eleições livres.
O texto, assinado por diversos nomes de dentro e de fora do esporte, teve forte apoio da mídia. A ESPN chegou a fazer cobertura ao vivo do local. O diretor de jornalismo da emissora, João Palomino, foi uma das pessoas que assinaram o documento.
E a emissora não foi a única. Walter de Mattos Júnior, fundador do diário Lance!, foi outro nome inscrito no papel. O jornal também fez cobertura ao vivo do evento. Até o GloboEsporte.com, por sinal, fez “tempo real” do evento no Rio de Janeiro.
Em resposta, a CBF armou uma coletiva de imprensa com o secretário-geral da entidade, Walter Feldman. O dirigente demonstrou pouca preocupação com a movimentação em frente à sede da entidade.
Feldman afirmou ter lido o manifesto rapidamente, no celular. Além de ponderar as acusações sobre o presidente Marco Polo Del Nero, o dirigente atacou alguns jornalistas: “Eu sei o papel da imprensa. Critico alguns que têm uma ação militante”.
Leia o manifesto contra a CBF:
Brasil, dezembro de 2015
A Confederação Brasileira de Futebol vive a maior crise de sua história.
Seus últimos três presidentes são réus em investigação policial internacional por fraude na CBF e na FIFA. José Maria Marin está preso desde maio, Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero estão indiciados pela Justiça dos EUA desde o dia 3 de dezembro.
Compreendemos que a sucessão determinada por um estatuto viciado, que foi arquitetado e aperfeiçoado para a manutenção do poder nas mãos dessa mesma linhagem, é ilegítima e imoral.
Exigimos a renúncia definitiva de Marco Polo Del Nero e sua diretoria, seguida da convocação de eleições livres e democráticas para o comando da CBF, sem a atual cláusula de barreira, mecanismo que impede a aparição de posições independentes ao sistema vigente, pois exige oito assinaturas de federações e mais cinco de clubes para candidaturas.
A crise de corrupção é a face mais vísivel de um profundo problema estrutural, que travou o desenvolvimento do futebol brasileiro em todas as suas dimensões.
Conclamamos a Procuradoria Geral da República, a Polícia Federal e a Receita Federal a não deixar impunes quem corrompeu ou quer continuar a corromper o futebol pentacampeão mundial.
Aos clubes e federações, pedimos que se paute e vote a alteração de pontos estatutários necessários para a democratização e desenvolvimento de nossa maior paixão, inexorável e sem volta.
De nossa parte, signatários deste manifesto, acreditamos que, caso as mudanças sejam iniciadas, os novos mandatários da CBF, juntamente com os muitos personagens capacitados e honrados da comunidade do futebol saberão criar as condições para a reconstrução da credibilidade, confiança e retomada do protagonismo esportivo do futebol brasileiro, de seus jogadores, da alegria do jogo e, principalmente, dos torcedores.
Baixe nosso APP para todos os tablets e smartphones.
Curta nossa página no Facebook.
Siga o Esporteemidia.com no Twitter.
