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| Câmera de transmissão de televisão em jogo da Taça Libertadores da América (Folha: Eduardo Anizelli/Folhapress) |
Dívidas fiscais, pagamento de salário e direitos de imagem atrasados de jogadores são os destinos dos prêmios, que chegam a R$ 60 milhões.
É o caso, por exemplo, do São Paulo. Logo após a confirmação do negócio entre o clube e a Globo, o então vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, revelou que o acordo foi aceito porque faltava dinheiro para arcar com os compromissos do time. No dia seguinte, os jogadores receberam valores atrasados referentes a direitos de imagem.
O Corinthians também fechou com o SporTV. No ano passado, o time vendeu os direitos de transmissão em TV fechada pelo Brasileiro de 2019 e 2020, com direito a R$ 40 milhões de luvas.
O diretor financeiro do Corinthians, Emerson Piovezan, disse que o valor recebido foi utilizado para quitar a folha de pagamento.
"Esse dinheiro [das luvas da TV] entrou no ano passado, e foi ótimo. Temos três folhas para pagar no fim do ano [a normal, a do 13° salário e as férias] e conseguimos quitar tudo com esse dinheiro", afirmou o dirigente.
Outro a fechar com a emissora foi o Grêmio, que negociou bônus de R$ 60 milhões. O clube gaúcho ainda não recebeu o valor, pois aguarda a aprovação do negócio pelo seu Conselho Deliberativo.
A proposta da Globo foi de R$ 500 milhões compartilhados entre os 20 clubes da Série A: 40% distribuídos igualmente, 30% discriminados por posição no campeonato e outros 30% de acordo com a audiência de cada clube no Campeonato Brasileiro.
Já Internacional, Atlético/PR, Bahia e Santos acertaram a venda dos direitos para o Esporte Interativo.
No Atlético/PR, os valores recebidos serão utilizados para aliviar dívidas do clube.
"Esse dinheiro vai servir para acertarmos algumas questões referentes a dívidas com o estádio [reforma da Arena da Baixada]", disse Luiz Sallim Emed, presidente da equipe paranaense.
A fonte apurou que o Internacional usará os cerca de R$ 40 milhões na contratação de jogadores para esta temporada. O Bahia também pretende reforçar o elenco. Além disso, pagará dívidas trabalhistas e investirá na construção de um centro de treinamento para o clube.
O acordo do canal pertencente à multinacional Turner oferece R$ 550 milhões, divididos entre os 20 clubes da Série A nos mesmos moldes da Globo, mas com porcentagens diferentes: 50% divididos igualmente, 25% de acordo com a posição no campeonato e 25% de acordo com a audiência.
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