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| Edgar Diniz foi um dos fundadores do Esporte Interativo (Foto: Reprodução) |
Na conversa, ao explicar sua decisão de deixar os cargos que ocupava, Diniz disse que tinha a convicção que não queria ficar com a parte burocrático do negócio. "Mas assumi um compromisso informal com o Juan Carlos (presidente da Turner na América Latina) durante a venda do Esporte Interativo : ajudaria nesse processo de distribuição do canal na TV paga, com a entrada na Net e na negociação com os clubes pelos direitos do Brasileirão. Conseguimos isso e quando vi, estava vivendo novamente naquela ambiente de multinacional. Foi justamente por não me adaptar a isso que sai de uma grande multinacional e montei o Esporte Interativo. Então conversei e expliquei minhas razões. A Turner entendeu", garantiu.
Diniz também falou das dificuldades encontradas até o Esporte Interativo chegar a TV fechada. "Tivemos três grandes dificuldades, mas também foram três passos importantes e decisivos. E um passo dependeu do outro para acontecer. O primeiro foi conquistar os direitos da Liga dos Campeões da Europa. ESPN e SporTV se juntaram em uma oferta poderosa pelos direitos do campeonato. Além da proposta boa em dinheiro, tivemos de convencer a UEFA que daríamos o tratamento que a Champions merece. Só uma oferta agressiva não adianta nesses casos. Outra grande dificuldade foi entrar na Net. O mercado acompanhou a nossa luta. Mas a conquista da Champions League ajudou, foi uma forma de pressão, abriu o caminho na Net. O terceiro desafio foi convencer os clubes a fecharem conosco os direitos do Brasileirão".
Sobre os contratos fechados com os clubes, Edgar Diniz disse que somente convenceu os clubes a assinarem contrato de cessão de direitos do Campeonato Brasileiro a partir do momento em que o Esporte Interativo entrou na Net. "Esse era o argumento da concorrência: "Vocês vão fechar com o Esporte Interativo? Onde vai passar mesmo o jogo de vocês?", eles diziam para os dirigentes dos times. Entrando na Net, essa história acabou". pontuou.
Questionado se o Esporte Interativo fez 'loucura financeira' para conseguir, por exemplo, os direitos da Liga dos Campeões da UEFA, Diniz disse que isso não aconteceu. "Não fizemos nenhuma loucura, nada do que não estivesse previsto no orçamento. Os eventos é que estavam subvalorizados", finalizou.
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