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Coluna do professor #427: Um dia de esportes sem TV por assinatura

Foto: Reprodução/Instagram/Santa Cruz

Sempre gostei muito de televisão. Às vésperas da Copa do Mundo de 2010, adquiri meu primeiro plano de TV por assinatura. O que me motivou foi um recurso chamado PVR (Personal Video Recorder), que permite a gravação e o armazenamento de programas para que eu pudesse assisti-los conforme meu tempo livre. A ideia original era simples: gravar os jogos da Copa da África do Sul-2010 para posterior visualização. Foi assim que assinei a OiTV, em sua primeira versão. Desde então, mesmo com todas as mudanças e novas tecnologias que surgiram, mantive a assinatura, motivado sobretudo pelos esportes e noticiários. 

No último sábado, 27 de setembro de 2025, resolvi fazer um experimento. “um dia sem a payTV. Decidi abandonar o decodificador da minha operadora e acompanhar o dia de esportes utilizando apenas canais abertos ou alternativos, excluindo os streamings e canais do empacotamento que tenho disponível. A experiência me trouxe algumas descobertas interessantes. Para dar conta dessa jornada, recorri ao sinal da TV aberta terrestre (onde o único canal que recebo é o SCC SBT) e ao sistema TVRO (TV por satélite no sistema SAT HD Regional). 

Pela manhã, o canal XSports manteve a cobertura da jornada inglesa e abriu espaço para discussões no Tapete Verde. No horário do almoço, descobri que o canal religioso TV Templo estava com uma programação do Brasil News. O Brasil News faz parte do canal ligado ao empresário Marcos Tolentino e é veiculada em canais alternativos. 

Mais tarde, fiz algumas passagens pelo Band Esporte Clube e pelo TVT News, que exibiam a LNF (Liga Nacional de Futsal) em reprise, retransmitida pelo canal Goat. No final da tarde, migrei para a Rede Meio Norte para acompanhar a final da Série D e, entre algumas quedas de sinal, espiei a Taça FPF (Federação Paranaense de Futebol) no canal Paraná Turismo. Entre uma zapeada e outra, o Canal UOL e o Times Brasil/CNBC complementaram o noticiário. Por fim, encontrei uma partida de Sub-13 na desconhecida UMA TV. Entre um evento e outro, a Rádio Bandeirantes serviu com algumas resenhas. 

O leitor pode notar que o zapping focou apenas em canais alternativos, com pouca ou quase nenhuma participação das grandes redes. Hoje, a cobertura esportiva, como mencionei nas colunas colunas  #425; #397 e #402, realmente ocupa um outro espaço na televisão brasileira. Há, inegavelmente, alternativas disponíveis. Como dizem algumas vozes, “o monopólio acabou”.  Entretanto deveríamos avançar no debate e nos perguntar: qual a qualidade disso tudo? 

Sobre o autor: 

Prof. Dr. Albio Fabian Melchioretto (www.albiofabian.com). Doutor em Desenvolvimento Regional. Professor pesquisador ligado a Faculdade SENAC Blumenau, editor do podcast, Tecendo Ideias (Top 100 Education Podcasts).  

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