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| Foto: Divulgação/Flamengo |
O imbróglio dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro ganhou um novo e explosivo capítulo nesta semana. O Flamengo entrou na Justiça para impedir que a Globo depositasse cerca de R$ 77 milhões destinados a oito clubes da Série A que integram a Liga do Futebol Brasileiro (LIBRA). A medida travou o fluxo financeiro de gigantes como São Paulo e Palmeiras, escancarando uma disputa que pode redesenhar a divisão de receitas da televisão aberta, fechada e do pay-per-view.
Flamengo questiona contrato entre Globo e LIBRA
Segundo informações do jornalista Rodrigo Capelo, colunista do Estadão, a reclamação do Flamengo é de que o contrato firmado entre Globo e LIBRA não detalha de forma transparente a distribuição dos valores referentes à audiência. A discussão gira em torno de 30% da receita de TV do Brasileirão, fatia que deveria considerar critérios claros de contribuição de cada clube para audiência e streaming.
O rubro-negro alega que o estatuto da LIBRA não define o peso exato de cada plataforma — TV aberta, fechada ou Premiere (pay-per-view) —, o que torna impossível calcular corretamente o repasse. O clube defende que a divisão deveria ser proporcional à base de assinantes do serviço de PPV da Globo, mas a proposta foi rejeitada.
Clubes prejudicados e valores bloqueados
Com a liminar, oito clubes deixaram de receber as cifras que já estavam programadas. O São Paulo perdeu um repasse de quase R$ 13,3 milhões, enquanto o Palmeiras deixou de embolsar R$ 12,3 milhões. Outros prejudicados são Santos, Atlético-MG, Bahia, Red Bull Bragantino e Vitória.
O único time da LIBRA na Série A que não saiu no prejuízo foi o Grêmio, que já havia antecipado receitas antes do bloqueio judicial.
A conta para o Flamengo
Se a proposta rubro-negra tivesse sido aceita, o Flamengo teria direito a R$ 18,83 milhões no pagamento previsto, em vez dos R$ 17,47 milhões que efetivamente recebeu. A diferença de R$ 1,35 milhão por parcela se repetiria até o fim do contrato, em 2029, o que, segundo o clube, representa uma perda estimada em R$ 100 milhões por ano desde que o acordo foi assinado pela gestão Rodolfo Landim.
Crise expõe fragilidade no modelo de divisão
O caso reacende a discussão sobre como os contratos de direitos de transmissão são estruturados no futebol brasileiro. A falta de transparência nos critérios de audiência e a indefinição sobre o peso do pay-per-view abrem margem para batalhas jurídicas que podem se prolongar e afetar o caixa dos clubes.
Enquanto isso, Globo e LIBRA acompanham atentos a movimentação do Flamengo, que mais uma vez se coloca no centro do debate sobre os rumos do futebol nacional na TV e no streaming.
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