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| Foto: Fabio Menotti/Palmeiras |
O calendário apertado e os jogos em horário tardio voltaram ao centro das discussões no futebol brasileiro. Após a partida contra o Internacional, o técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, fez duras críticas à manutenção de partidas noturnas durante a semana e pediu providências à CBF e à Globo.
Em tom direto, o treinador português destacou o impacto físico e mental que os horários provocam nos atletas, especialmente em um cenário de sequência intensa de jogos e deslocamentos longos.
Técnico aponta desgaste e dificuldade de recuperação
Na entrevista coletiva, Abel foi enfático ao abordar a rotina pós-jogo e a falta de tempo adequado para recuperação dos jogadores. "Gostaria de pedir à CBF e à Globo para jogar mais cedo. Não há como recuperar os jogadores para atuar três dias depois. Não dá para chegar em casa às 4 horas da manhã", afirmou.
Segundo o comandante alviverde, o reflexo do desgaste ficou evidente dentro de campo, sobretudo nos minutos finais da partida. "Entendo que sempre foi assim no futebol brasileiro, mas precisamos dar passos diferentes. Um dos motivos para a equipe não continuar a empurrar o adversário nos minutos finais nesta noite foi o fato de a equipe sentir a parte física e psicológica, enquanto o adversário estava mais descansado", completou.
Horário tardio reacende debate sobre TV e streaming
A crítica de Abel Ferreira ganha ainda mais peso ao se observar o contexto da transmissão. O Palmeiras entrou em campo às 21h30, horário tradicionalmente utilizado pela Globo em jogos de meio de semana. No entanto, desta vez, a partida não foi exibida na TV aberta, ficando exclusiva do Amazon Prime Video.
Mesmo fora da grade da Globo, o horário foi mantido, o que reforça a discussão sobre a influência dos modelos de transmissão, seja na televisão ou no streaming, na definição das tabelas e no impacto direto sobre o rendimento das equipes.
Debate vai além do Palmeiras
A reclamação do técnico do Palmeiras ecoa entre outros clubes e profissionais do futebol brasileiro, que frequentemente apontam o excesso de jogos como um fator determinante para queda de desempenho, aumento do risco de lesões e menor qualidade técnica nas partidas.
A discussão envolve não apenas a CBF, responsável pela organização das competições, mas também as emissoras e plataformas de streaming que detêm os direitos de transmissão e influenciam diretamente os horários de exibição.
Enquanto o debate segue nos bastidores, a agenda semanal e diária de transmissões esportivas está disponível no site ondeassistir.net.br, reunindo todas as informações atualizadas sobre jogos e exibições do futebol brasileiro.

