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| Foto: Reprodução |
Já escrevi uma coluna relatando como foi acompanhar um dia de esportes pela TV aberta, via “parabólica digital”, a TVRO da Embratel. Na coluna de hoje, repeti a experiência, mas utilizando outra mídia: passei um dia acompanhando futebol apenas pelo YouTube.
O YouTube foi lançado em fevereiro de 2005 por três ex-funcionários da PayPal — Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim. A proposta inicial era criar uma plataforma onde qualquer pessoa pudesse compartilhar vídeos com facilidade. O objetivo era democratizar o acesso ao conteúdo audiovisual, permitindo que usuários comuns publicassem, assistissem e comentassem vídeos sem depender de grandes emissoras ou de estruturas técnicas complexas.
O que se percebe hoje é a ocupação crescente da plataforma por empresas profissionais de vídeo. Todos os grandes canais de televisão possuem um canal oficial e realizam transmissões, se não de forma integral, ao menos parcialmente, para se comunicar especialmente com o público da Geração Z. O público do YouTube é diferente daquele da televisão aberta e de outras mídias tradicionais.
Propus-me a acompanhar jogos, por um dia inteiro, exclusivamente pelo YouTube. O sábado começou bem cedo e, com a ajuda da “agenda do dia” deste site, montei uma sequência de partidas. Comecei com jogos da liga australiana e do campeonato escocês. Depois vieram o alemão, o italiano, o francês e o paranaense. Nos intervalos, ainda acompanhei alguns debates transmitidos por rádios na própria plataforma.
A grande vantagem do YouTube é oferecer acesso gratuito e universal. Não me lembro de algum canal nacional transmitir regularmente jogos da A-League, por exemplo. Essa amplitude permite ao fã de esportes explorar possibilidades que vão muito além do trivial. A popularização da plataforma se explica pela multiplicidade de formas de acesso, via web ou aplicativo, e pela distribuição inteligente adotada pela marca. Soma-se a isso a facilidade e a intuitividade de uso.
Não vejo o YouTube como substituto das formas já consolidadas de transmissão esportiva, mas como uma opção complementar bastante interessante. Ele agrega valor às mídias tradicionais. Ainda me incomoda a forma de localizar conteúdos, mas isso talvez seja coisa de um “migrante digital” como eu. Não gosto de timelines infinitas; fui acostumado a listas organizadas por números e frequências. Coisas que, ao que tudo indica, serão abolidas pela TV 3.0.
E você, nobre leitor: que campeonatos costuma acompanhar pelo YouTube?
Sobre o autor:
Prof. Dr. Albio Fabian Melchioretto (www.albiofabian.com). Doutor em Desenvolvimento Regional. Professor pesquisador ligado a Faculdade SENAC Blumenau, editor do podcast, Tecendo Ideias (Top 100 Education Podcasts).
Massaranduba, sábado, 21 de fevereiro de 2026.


Assisto tudo que passa no YouTube em termos de esportes. Como o professor entro nesse site e vou pulando de canal em canal. Sou do tempo da boa e velha tv aberta, mas não dispenso o novo e bom YouTube.
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