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Coluna do professor #457: Globo, SBT e algumas percepções

Foto: Reprodução/SBT

Ontem acompanhei a estreia do Brasil na Copa Mundo, dividindo os olhares entre SBT e Globo. Dividi o jogo em 4 períodos. Os primeiros 25 minutos num canal, e daí até o final do tempo noutro canal, e novamente o mesmo expediente no tempo final. Comecei com SBT, Globo, SBT e novamente Globo. O fiz desta forma pensando a coluna de hoje. Usei os canais NSC TV e SBT RS através da TVRO.

Percebi uma grande diferença de imagem entre os canais. A imagem do SBT pareceu-me mais clara e com maior brilho. Nos momentos de sol, ficou até difícil acompanhar a bola pelo lado esquerdo do Brasil no primeiro tempo. A imagem da Globo apresentou maior padrão de brilho e nitidez, deixando mais confortável assistir ao jogo. Mais escura que a do SBT.

A transmissão do Galvão Bueno tem um peso histórico. Ele é a voz da seleção na Copa do Mundo. Mas, acompanhar Evê é uma novidade. Por vezes lembrei que esta seria a copa de Luís Roberto. Galvão, como de costume impõe uma narrativa ao jogo e toda equipe o acompanha, mesmo quando Mauro Beting tentou contradizê-lo, Galvão tomava para si a conversa e retornava aos “achismos” que estamos acostumados. 

Por sua vez, Evê deixou a narração mais cadenciada. Trazia a equipe para a conversa. Aproveitou os dados do jogo, números na tela e enriqueceu com informações, enquanto a equipe do SBT ignorou todos os dados. A liberdade de Everaldo Marquês deixou Júnior com maior autonomia, que Muricy Ramalho, que se reserva a críticas pontuais e repetitivas. Certeiras como contra o posicionamento da seleção. 

Outra coisa que me agradou na transmissão da Globo foi a participação de Carlos Gil, atuando como repórter e trazendo adendos importantes para o jogo. No lado do SBT, Mauro Naves, o mestre, atou mais como um comentarista em campo. Estilos de participação diferente. Mas a presença do repórter em vez dos comentaristas promove uma compreensão maior daquilo que está acontecendo em campo.

E por falar em comentaristas, me incomoda profundamente a quantidade de comentaristas na transmissão. Por exemplo, Pato, pelo SBT, pouco acrescentou em seus comentários. Sua ausência não mudaria em nada a qualidade de transmissão. Em um time com Mauro; Muricy e Naves, não sei por que insistir em Pato. Sua passagem pela transmissão foi igual seu período pelo Corinthians. 

E dos canais abertos, qual editorial mais lhe agradou?

Sobre o autor:
Prof. Dr. Albio Fabian Melchioretto. Doutor em Desenvolvimento Regional. Professor pesquisador ligado a Faculdade SENAC Blumenau, editor do podcast, Tecendo Ideias (Top 100 Education Podcasts) e escreve no Substack sobre o futebol catarinense (https://albiofabianmelchioretto.substack.com/

Massaranduba, domingo, 14 de junho de 2026.

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